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Repositórios Vinculados permitem que o Kody leia repositórios irmãos como contexto somente-leitura enquanto revisa um pull request. Use para pegar os bugs que uma revisão de repositório único não enxerga: o backend renomeia um campo da API e o frontend continua lendo o antigo, um producer adiciona um valor de enum que nenhum consumer trata, ou writer e reader derivam a mesma chave de formas diferentes. Disponível nos planos Teams e Enterprise. Configurado por repositório — não existe padrão global, porque as relações são direcionais: vincular frontend → backend-api significa que revisões de frontend podem consultar backend-api, e não o contrário. Vincule as duas direções explicitamente se os dois times quiserem a verificação.

O que você ganha

Um exemplo concreto. Seu PR de frontend adiciona este tratamento de erro:
Com o backend vinculado, o Kody verifica o outro lado desse contrato e comenta no PR:
Bug · medium — O frontend verifica error.response?.data?.error procurando INTEGRATION_NOT_APPROVED, mas o sendError do backend retorna o código num campo message. O branch de not-approved nunca casa, então os usuários sempre veem o toast de erro genérico. Leia data.message.
O resumo da revisão também mostra o que foi consultado: Additional context used: org/backend-api@main.

Como funciona

Quando um pull request num repositório com repositórios vinculados toca superfície de fronteira (literais de string alterados, campos de payload, valores de status, símbolos exportados), o agente de revisão do Kody pode buscar e ler os repositórios vinculados — do mesmo jeito que faz grep no seu próprio repositório — para verificar se os dois lados do contrato continuam de acordo. Achados só são levantados com evidência confirmada no arquivo da contraparte, e o comentário sempre cai numa linha do seu PR; o código do repositório vinculado é citado dentro dele como evidência de apoio, nunca comentado diretamente. Revisões que usaram contexto entre repositórios avisam: o resumo da revisão inclui uma linha Additional context used listando cada repositório e o ref em que foi lido.
  • Só podem ser vinculados repositórios já conectados à mesma organização Kodus (o Kody reaproveita sua integração de Git existente — sem tokens extras).
  • Até 3 repositórios vinculados por repositório.
  • O acesso é somente leitura. O Kody nunca faz push, comenta nem modifica um repositório vinculado.
  • Se um repositório vinculado não puder ser buscado (permissões, timeout), a revisão continua normalmente sem ele.

Adicionando um repositório vinculado

Vá em Code Review Settings → seu repositório → Linked Repositories, escolha um repositório da lista (só aparecem repositórios conectados) e salve. Cada vínculo tem dois campos opcionais, descritos abaixo.

Instruções

Uma dica em texto livre que diz ao agente de revisão para que serve esse vínculo e onde olhar. O Kody funciona sem ela, mas uma boa instrução deixa a passagem entre repositórios mais rápida e precisa — é a diferença entre o agente explorar o repositório vinculado do zero e ir direto ao código relevante. Boas instruções nomeiam a relação e os caminhos que sustentam o contrato:
Instruções fracas repetem o óbvio (“repositório do backend”) e não acrescentam nada.

Ref pin (seleção de branch)

Controla qual branch (“ref”) do repositório vinculado o Kody lê. A maioria dos times deixa vazio: o Kody então lê a branch com o mesmo nome da branch do seu PR quando ela existe (para que mudanças coordenadas entre repositórios se enxerguem antes do merge), e cai na branch padrão caso contrário. A ordem completa de resolução, vence a primeira que casar:
  1. Override na descrição do PR — mencione a branch ou o PR do repositório vinculado na descrição do PR em revisão (ex.: org/backend-api#123 ou org/backend-api@feature-x). Pontual, prioridade máxima. Só vale para repositórios já vinculados.
  2. Pin de ref na config (este campo), se definido.
  3. PR aberto numa branch correspondente — um pull request aberto no repositório vinculado cuja head branch coincide com a head branch do seu PR.
  4. Mesmo nome de branch no repositório vinculado.
  5. A branch padrão do repositório vinculado (depois main/master como fallback).
Os passos 3–4 são o que mantém trabalho de feature multi-repo alinhado: a revisão vê a mudança companheira antes de ela ser mergeada, em vez de uma branch padrão que ainda não a contém. Defina um ref pin (ex.: main, develop, release/2.x) quando quiser revisões determinísticas contra uma branch estável — por exemplo, quando nomes de branch são reaproveitados entre repositórios para trabalhos não relacionados e o casamento por mesmo nome pegaria a coisa errada. O override na descrição do PR ainda vence o pin em casos pontuais. O resumo da revisão sempre mostra qual ref foi realmente usado. Para um passo a passo com exemplos, veja Como usar repositórios vinculados.

Quando usar

Repositórios vinculados compensam quando repositórios compartilham um contrato que não é garantido por ferramenta:
  • Pares frontend ↔ backend que redeclaram formatos de payload em cada lado.
  • Integrações serviço ↔ serviço passando valores de status, nomes de evento ou IDs.
  • Consumidores de uma biblioteca compartilhada que reimplementam ou espelham seus tipos.
Repositórios vinculados não cobrem contratos que vivem fora do seu código — as regras de validação de uma API de terceiros, por exemplo, não são descobríveis em nenhum repositório vinculado.